quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Procurar? Melhor não.



            Basta simplesmente o telefone tocar e o homem ir para um local mais reservado que nasce a desconfiança. Ela pergunta, e ele diz que era apenas um amigo. Ela não acredita, mas finge. No outro dia começa a vasculhar os bolsos das calças, a cheirar e checar a situação que se encontram as camisas. Se há perfume diferente do que ele usa, ou se encontra vestígios de marcas de batom. Esse ritual torna-se corriqueiro, e a desconfiança segue a todo vapor. Se não bastassem somente as roupas, agora o celular virou instrumento para aumentar o fogo das incertezas.
Infelizmente (ou não), há ligações de uma “certa” Vanessa. Ela pensa em ligar, mas e se ele descobrir? Desde o início, ela se convenceu de que esse crédito sempre deveria ser seu. Ela não liga, mas teve uma brilhante ideia: segui-lo ou contratar um. Os dias seguem e as saídas constantes dele colaboram para o trabalho de espionagem.
Em menos de 15 dias ela comprova: ele realmente estava traindo-a. Vinte anos de casamento, dois saudáveis filhos e um belo lar agora estão destruídos. Pobre mulher.
            Realmente é uma pena tudo o que aconteceu. Mas e se a esposa não tivesse desconfiado daquele telefonema que ele recebeu de seus amigos? Talvez tudo isso não teria acontecido.
Sei que traição é triste, desleal, injusto, e é tratado como um bofete em nossas caras. No entanto, de uma coisa ela deveria saber desde quando deu seu primeiro beijo: é natural que os homens busquem fora, carne nova para complementar o arroz com feijão que tem todos os dias em casa. Isso é lei no universo feminino.
Pode até ser uma visão machista, mas infelizmente mulheres: é que o sistema funciona.   Mulheres geralmente (mas isso está diminuindo/acabando) tem uma moral exemplar, se tratando de suas vidas afetivas. Quando traem, traem em alto estilo e com uma sutileza incomum, deixando no chinelo os mais experientes/boêmios/malandros/mulherengos. Em se tratando da traição do homem, posso dizer uma coisa: acaso algum dia você encontre um homem fiel, ou agradeça ou desconfie. Mas acho melhor não desconfiar, porque senão esse post não terá de nada em sua vida.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mentira? Eu não sei.



            Após ver o filme 2012 me questionei sobre o seguinte assunto: até quando a omissão e a mentira por não ser contada, prejudica o outro? No filme, o governo americano decide não contar à população mundial que o mundo irá acabar. A destruição ocorre e muitos morrem sem nem ao menos terem tempo de se despedirem de seus entes queridos.
            Longe das câmeras do cinema e dentro da vida real, situações como essa ocorrem e acarretam grandes transtornos, pois quase sempre estão ligadas diretamente com a vida pessoal e sentimental de tantos.
            Mentir o tempo de duração da vida de um paciente com uma doença grave, iludir alguém com falsas promessas de amor e até mesmo dizer aos filhos que a amada vovó foi levada por Deus, são exemplos dessas mentiras/omissões comuns. No primeiro caso, o enfermo não buscará aproveitar seus últimos dias junto aos seus entes queridos; no segundo, esse alguém ao descobrir a farsa sentimental ou poderá entrar em profunda depressão, ou até mesmo matar você, querido(a) enganador(a); já no terceiro, se a criança tiver um grande apego com sua querida avó, poderá culpar e odiar a Deus por tudo o que aconteceu.
             Enfim, esse pequeno post não foi feito para moralizar ninguém, pois cada um tem (ou não) a consciência e a responsabilidade de seus atos. Uma vez alguém me perguntou algo um tanto interessante: O que você prefere: a doce mentira ou a dura verdade?